Quantas vezes a Bolsa brasileira já acionou o circuit breaker?

 

Quantas vezes a Bolsa brasileira já acionou o circuit breaker?


O circuit breaker da bolsa de valores brasileira (B3) nasceu em 1997. Ele foi criado como um mecanismo de segurança para interromper temporariamente as negociações em momentos de pânico e quedas drásticas do mercado, dando tempo para os investidores assimilarem as informações e reavaliarem suas estratégias, evitando o chamado "efeito manada". 

Considerando o acionamento em 26 de outubro de 2026 (motivado pela forte reação do mercado à reeleição do presidente Lula), o mecanismo foi ativado 24 vezes na história do mercado brasileiro, distribuído nos seguintes momentos de grandes crises: 
O Histórico de Acionamentos no Brasil
  • 1997 – Crise Asiática (3 vezes): Estreia do sistema na bolsa. O colapso financeiro em economias do Sudeste Asiático provocou uma fuga em massa de capital de países emergentes, impactando o Brasil. 
  • 1998 – Crise Russa (5 vezes): Como reflexo da turbulência do ano anterior, a Rússia enfrentou forte desvalorização e moratória de sua dívida, gerando pânico nos mercados globais.
  • 1999 – Maxidesvalorização do Real (2 vezes): Crise doméstica provocada pela mudança do regime cambial no Brasil, quando o governo abandonou as bandas cambiais e adotou o câmbio flutuante. 
  • 2008 – Crise Financeira Global / Subprime (6 vezes): Desencadeada pelo colapso imobiliário nos Estados Unidos e a falência do banco Lehman Brothers, gerando uma das maiores crises financeiras da história recente.
  • 2017 – "Joesley Day" (1 vez): Interrupção por motivos essencialmente políticos locais, após a divulgação de gravações secretas envolvendo o empresário Joesley Batista e o então presidente Michel Temer. 
  • 2020 – Pandemia de Covid-19 (6 vezes): Ativado sucessivas vezes no mês de março daquele ano, diante do pânico global com os lockdowns humanitários e econômicos combinados a um forte choque nos preços internacionais do petróleo.
  • 2026 – Reeleição de Lula (1 vez): Ativado logo na abertura do pregão do dia 26 de outubro de 2026, devido à forte desvalorização dos ativos brasileiros após a confirmação do resultado eleitoral do segundo turno, contrariando parte das apostas do mercado. 



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