Erros gramaticais e de pronúncia que as pessoas cometem

Erros gramaticais e de pronúncia que as pessoas cometem

A língua portuguesa é nossa principal ferramenta de comunicação, mas muitos erros acabam se tornando viciantes por causa da repetição no dia a dia, na internet e até na televisão. Abaixo, listamos os principais deslizes de gramática e pronúncia que você deve evitar para manter a clareza e a elegância na fala e na escrita.

Perca vs. Perda

Este é um dos erros que mais causam confusão, mas existe uma lógica simples para evitá-lo: a palavra perda vem do verbo perder. Como não existe o verbo "percer", o termo "perca" nunca deve ser usado como substantivo. O correto é dizer tive uma perda financeira ou sofri uma perda de tempo. Use "perca" apenas quando for conjugar o verbo, como em não quero que ele perca o voo.

O uso do Se no lugar do Me

O erro do agora eu se consagro ocorre pela confusão na colocação pronominal. Quando você fala de uma ação que pratica em si mesmo, deve usar o me. O correto é agora eu me consagro. O se deve ser usado apenas para a terceira pessoa, como em ele se consagrou.

De grátis

Aqui temos uma mistura incorreta de duas formas certas. Ou algo é grátis (adjetivo), ou algo é de graça (locução). A expressão de grátis é uma redundância inexistente na norma culta. O correto é dizer este brinde é grátis ou este brinde é de graça.

Baseado em fatos reais

Este é um pleonasmo vicioso muito comum. Um fato é, por natureza, algo que aconteceu, ou seja, é real. Dizer fato real é o mesmo que dizer subir para cima. O correto é utilizar apenas baseado em fatos ou baseado em acontecimentos reais.

Menas

A palavra menos é invariável. Isso significa que ela não possui forma feminina. Mesmo que você esteja se referindo a palavras femininas, o termo correto será sempre menos. Exemplos: havia menos pessoas na sala ou tenho menos paciência hoje. O termo menas não existe na língua portuguesa.

Há anos atrás

Este erro consiste em usar duas palavras que indicam passado ao mesmo tempo. O verbo há já indica tempo decorrido, assim como a palavra atrás. Para corrigir, escolha apenas uma das formas: há dez anos eu moro aqui ou dez anos atrás eu morava aqui. Usar os dois juntos é redundante.

Houveram problemas

O verbo haver, quando tem o sentido de existir ou acontecer, é impessoal, o que significa que ele não vai para o plural. Mesmo que o restante da frase esteja no plural, o verbo permanece no singular. O correto é houve muitos problemas na reunião ou houve mudanças no plano.

Elo de ligação

Mais um pleonasmo comum. A função de todo elo é justamente ligar partes de uma corrente ou ideia. Dizer elo de ligação é desnecessário e repetitivo. O texto fica mais correto utilizando apenas a palavra elo.

A crise do analfabetismo funcional na Geração Z

Toda essa decadência no uso da língua abrange um problema muito maior e mais profundo. Estamos presenciando uma geração (especialmente de 2000 para cá) que se forma em diversas áreas, mas não detém o conhecimento real. São os chamados analfabetos funcionais: sabem ler e escrever, mas não possuem a capacidade de raciocinar direito ou interpretar a realidade de forma lógica.

Hoje, é comum encontrar médicos, advogados e outros profissionais diplomados que não dominam o básico de suas funções. No entanto, pelo simples fato de possuírem um diploma, espera-se que a sociedade acate tudo o que eles dizem sem questionar. É preciso ter personalidade e discernimento para avaliar o que realmente funciona. Um diploma não substitui a capacidade de observação e a autonomia. Se um tratamento não está surtindo efeito, por exemplo, o indivíduo deve ter a liberdade e o senso crítico de ajustar sua conduta com base nos resultados práticos que observa em si mesmo, em vez de seguir cegamente orientações de profissionais que, muitas vezes, falham no básico do raciocínio e da competência.




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